PREGAÇÃO CRISTÃ

Anunciando verdades eternas

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Paternidade x Padrão

No dia em que Jesus se despiu, tomou a toalha e lavou os pés dos discípulos, Ele nos ensinou o que  realmente é discipulado (João 13:14,15). Tudo se trata de ensinar pelo exemplo. O que dizemos vai impactar  a vida do discípulo de algum modo, mas o que fazemos vai formar, vai incentivar.  

João 17:19 (NAA)  

E a favor deles eu me santifico, para que eles também sejam santificados na verdade.  

Jesus sabia que os discípulos só se santificariam por verem o próprio Senhor se santificando. Eles  viram Jesus sofrendo sem murmurar, sendo tentado sem pecar, sendo ultrajado sem revidar. Eles viram  Jesus orando, jejuando, ouvindo e agradando ao Pai.  

O padrão de Deus para um discípulo

1Coríntios 11:1  

Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.  

O Senhor requer dos discípulos um padrão elevado de vida: que sejamos semelhantes a Jesus.  

1João 2:5-6  

Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus.  Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele  andou.  

O discipulado pode ser traduzido na seguinte expressão: Alguém imita a Cristo e torna-se modelo para  ser imitado. Portanto, o discipulado é um fluxo de vida que passa do Cabeça para os membros e destes  para os demais. Esse fluir de graça age mudando hábitos e moldando o caráter.  

Necessitamos viver esse padrão e ensiná-lo aos discípulos. Estes devem ter toda a clareza sobre como  viver para agradar a Deus. Precisamos, inclusive, corrigir os que se desviam do padrão de conduta que  convém aos santos.  

Efésios 5:1-2  

Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se  entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.

Paternidade x padrão 

Estes dois aspectos devem se manter elevados: a paternidade e o padrão. Se o discipulador deixar  enfraquecer algum dos dois aspectos, não fará um bom trabalho. Se ele tiver o sentimento de paternidade  elevado e o padrão baixo, será “frouxo” e permissivo com o discípulo, não formando-o corretamente. Se  ele tiver padrão elevado e paternidade baixa, será rigoroso com o discípulo, tendendo a um  relacionamento de cobrança e não de socorro e ajuda amorosa. 

Permissividade e hipocrisia 

Existe uma possibilidade de que alcancemos um equilíbrio medíocre, no qual o padrão e a paternidade  são baixos. Essa relação é ineficiente para cooperar com o propósito de Deus. Nem há padrão para  qualificar o discípulo, nem paternidade para guardá-lo. É o discipulado da indiferença!  

O risco da permissividade se dá por alguns motivos. Um deles é a intimidação. Um discipulador, mesmo  sendo modelo, pode se sentir intimidado para confrontar o discípulo. A intimidação pode ser por excesso de  cautela, por medo de exagerar ou por traumas que geraram inseguranças. Estas dificuldades precisam ser  vencidas.  

Outro fator que gera permissividade é a falta de qualificação da vida daquele que ensina, pois ele não  vive o padrão de um discípulo e sua consciência não o permite cobrar aquilo que não pratica.  

O Senhor Jesus elogiou os irmãos de Tiatira por muitas de suas virtudes, mas os repreendeu pela  tolerância e permissividade. (Apocalipse 2:20)  

Outro problema é a hipocrisia, que ocorre quando o discipulador, mesmo sem ser exemplo, exige do  discípulo um padrão elevado. Esse fato traz um efeito devastador! Diante da hipocrisia, o discípulo pode  sentir-se injustiçado, desanimado e sair da igreja, ou pode aprender a falar uma coisa e fazer outra,  gerando uma cadeia de hipocrisia. Jesus nos alertou contra isso.  

Mateus 23:1-4  

Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos: Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os  fariseus. Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque  dizem e não fazem. Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens;  entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.

Trecho do 6 capítulo do livro Discipulado: Um guia prático.

Escrito por: Samuel Farias
Samuel é Pastor, Palestrante, Professor de biologia e desenvolve trabalho de suporte missionário na África e Haiti.

O texto acima expressa a visão do autor sobre o assunto, não sendo necessariamente a visão do site.

Estudo Bíblico sobre Batalha Espiritual

Nesse estudo sobre batalha espiritual, iremos falar de alguns princípios:

1) Nossa luta não é contra a carne e sangue

Ef 6:12 “porque a nossa luta não é contra  o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.”

2) O inimigo de Deus é nosso inimigo

Gn 3:1 “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR DEUS tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” sagaz = astuto = enganador.

batalha espiritualO que alguém ganha enganando o outro? Isto é egoísmo, se preocupar com seus próprios interesses; minha luta não é contra minha esposa, contra meu marido, contra meu filho, contra meu pai, contra meu patrão; minha luta é espiritual, contra os dominadores deste mundo tenebroso! Forças espirituais do mal! Assim como a serpente foi usada pelo diabo, aquele que não tem revelação do amor de Deus também é. Deus criou o homem, criou a mulher, criou a serpente e a fez sagaz, enganadora. Eu te pergunto: tu nunca enganaste ninguém? Pois é, Deus também colocou astúcia em nós, portanto estamos sujeitos a influência do diabo, assim como a serpente; precisamos nos arrepender constantemente, pois é tão fácil nos acharmos melhores do que os outros! Mt 7:3 “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu?” É fácil apontar, difícil é reconhecer o próprio pecado!

3) A luta é constante, não cessa, pois o inimigo anda a nossa volta

1ª Pe5:8 “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” O que eu fiz para ser provado? Eu te pergunto: o que Adão e Eva fizeram para serem provados? Deus nos fez semelhantes a Ele, nos dá a oportunidade de escolher entre a vida e a morte; comer da árvore da vida é buscar a Deus. Comer da árvore do conhecimento do bem e do mal é a morte! Qual é a minha escolha? Quem está me ensinando a viver? De quem eu dependo? A quem eu busco quando estou desesperado? A quem eu busco quando estou com dúvida? O diabo estragou a primeira família, mas ele não fez isso sem o consentimento de Adão e Eva.

4) Somos guerreiros de Deus

1 Cr12:22 “Porque, naquele tempo, dia após dia, vinham a Davi para o ajudar, até que se fez um grande exército, como exército de Deus.” O exército de Deus não é um exército de um homem só! Davi tinha o coração em Deus e Deus, através da fé de Davi, do coração que Davi tinha em buscar ao SENHOR, formou um grande exército. Onde está o teu coração? Está em Deus ou está em outra pessoa? Consegues ver Deus, através da tua vida formando outros guerreiros?

5) Temos armas para a guerra

Ef 6:11;13-17 “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus

  • a) vestir a verdade como um cinturão (a palavra é minha cinta);
  • b) a justiça é meu colete (justiça de Deus, não o que eu acho que é justo);
  • c) o evangelho da paz é o meu calçado (Jesus é a resposta, Deus sabe o que é melhor pra nós);
  • d) a fé é meu escudo, minha proteção contra os ataques do inimigo;
  • e) a salvação é meu capacete, me arrependi de uma vida sem Deus, fui transformado em uma nova pessoa, nenhuma acusação pode penetrar em minha mente;
  • f) a Palavra de Deus é a minha arma; a espada é uma arma de ataque, com ela vou atacar o inimigo!

6) A vitória é certa

Dt 20:4 “pois o SENHOR, vosso Deus, é quem vai convosco a pelejar por vós contra os vossos inimigos, para vos salvar.

Dt 10:17 “Pois o SENHOR, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno;”

Textos de Batalha Espiritual que devo memorizar!

1 Pe 5:8 ”Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar

Ef 6:13-17 “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.”

Rm 12:1-2 “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Fp 4:13 “tudo posso naquele que me fortalece.”

Mt 19:26 “Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível.”

Jo 14:12-15 “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. Se me amais, guardareis os meus mandamentos.”

Ef 6:12 “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.

Sl 34:18 “Perto está o SENHOR dos que tem o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido.”

Sl 27:14 “Espera pelo SENHOR, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo SENHOR.”

Jo 16:33 “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”

Lc 10:19 “Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano.”

Mc 16:17 “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios…

2 Co 10:5 “e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo

Tg 1:5 “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.”

Por Mauro Fraga

O texto acima expressa a visão do autor sobre o assunto, não sendo necessariamente a visão do site.

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Confira também:

Como ser uma boa mãe cristã – Pregação

“O homem de bem deixa herança aos filhos de seus filhos…” (Provérbios 13.22).

mãe virtuosaHerança é algo valioso que deixamos aos que mais amamos, geralmente aos filhos. É aquilo que conquistamos com o nosso trabalho, ou herdamos de nossos pais ou de pessoas que queriam o nosso bem. Mas, seja o que for, é o melhor que temos para dar. Pode nem ter valor financeiro, mas é muito importante e precioso pelo valor sentimental.

As pessoas de bem deixam herança. As pessoas de bem, por mais pobres que sejam, têm algo a dar aos seus queridos: um conselho, um ensinamento, um abraço, um sorriso, ou pelo menos, a vida que têm.

Ao ler provérbios 13.22, tenho a impressão que Deus está revelando a si próprio nesta Palavra: Ele, uma pessoa de bem, ou melhor, o bem em pessoa, está dizendo que também tem uma herança para os seus filhos, e para os filhos dos seus filhos também.

Poderíamos enumerar muitas coisas como sendo herança do Senhor para nós. E como Davi, poderíamos ir direto ao ponto e declarar: “Tu és a minha porção e a minha herança; não tenho necessidade de mais nada. Como é linda a minha herança”(Sl 16). E isto seria totalmente verdadeiro.

Mas há algo que Deus declara em sua Palavra que eu gostaria que meditássemos neste dia dedicado às mães. Está no Salmo 127.3-5: “Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá. Como flechas nas mãos do guerreiro são os filhos nascidos na juventude. Como é feliz o homem que tem a sua aljava cheia deles!” (NVI).

É interessante atentarmos, e eu convido as mães a olharem com carinho para esta herança, para este bem, para este tesouro que o Senhor colocou em nossas mãos: nossos filhos. Muitas vezes os vemos como problemas e não como bênçãos. É como se tivéssemos herdado dívidas de alguém e não seus bens. Mas não é assim que Deus vê. Não foi isto que ele idealizou ou sonhou para nós.

O Senhor declara neste Salmo que o homem que tem muitos filhos é feliz. Eu creio que ao criar a família (pai, mãe e filhos), Deus quis compartilhar conosco um pouco da sua alegria e do seu prazer pessoal. Em Gênesis 1.26-28 vemos o propósito eterno e imutável de Deus sendo declarado à humanidade: uma família de muitos filhos. Com isso Deus queria que experimentássemos a bênção e a alegria da multiplicação de nossos semelhantes (carne da nossa carne, osso dos nossos ossos); queria que vivenciássemos a bênção da mutualidade: amar e ser amado, perdoar e ser perdoado, dar e receber, acolher e ser acolhido. Deus queria uma humanidade inteira de filhos com a sua natureza santa.

Sabemos que isto não foi possível por causa do pecado: a opção do homem em se independer de Deus, deixar de ser família e governar-se a si próprio. Mas isto não mudou o propósito de Deus: fez apenas que enviasse Jesus, seu filho unigênito, que deu sua vida em favor de todos os que quiserem ser adotados na sua família. E hoje, estamos aqui: adotados na família, enxertados na Oliveira, o “não-meu-povo” agora povo de Deus. E para quê? Para experimentarmos em vida, nas nossas casas, com nossas famílias, na vida da igreja, com os irmãos em Cristo, a bênção do propósito de Deus, sermos uma família com a sua natureza.

É isso que o Senhor espera de nós. É isso que Ele deseja de vocês mamães: que vocês multipliquem a herança que receberam dele. Que cooperem com Ele e estes filhos de vocês se tornem em filhos dele, em pessoas com a sua semelhança e a imagem de Jesus. Filhos que viverão eternamente na presença do Pai, desfrutando dele e de sua Glória. Se é verdade que a igreja nas casas é a igreja idealizada por Deus, é igualmente verdade que as mães têm um papel importantíssimo nesta igreja: o de ensinarem os filhos no caminho em que devem andar, como cooperadoras, ajudadoras idôneas, igualmente capacitadas, assim como os papais.

Por Aguilar Lopes

Veja também: Música para o dia das mães

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Honrar uns aos outros

“Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.”  (Rm 13.7)

honra:  sentimento de dignidade própria que leva o homem a procurar merecer e manter a consideração pública.

honrar:  conferir honras a; dignificar, distinguir; exaltar, glorificar; reverenciar, venerar; não desmerecer; considerar;  manifestar (exteriormente): respeito, estima e admiração.

Eu acrescentaria, baseado na Bíblia, que honrar é: tratar com singular humanidade; acolher; hospedar; fazer o bem; suprir necessidades (At 28.1-10)!

A Palavra de Deus diz que o Senhor não quer que fiquemos devendo nada a ninguém, exceto o amor; e nos diz para darmos a cada um aquilo que lhe devemos (Rm 13.7, 8) Portanto se devemos honra, temos que dá-la a quem de direito.

Aos coríntios Paulo adverte: “De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele.” (1Co 12.26). Quando não damos a honra devida a alguém, não estamos desonrando apenas a pessoa, mas a nós mesmos e ao corpo de Cristo. O contrário também é verdadeiro: quando honramos, também estamos sendo honrados, e estamos honrando todo o corpo de Cristo. E mais: quando não honramos padecemos, somos afligidos por males e nos tornamos tristes. Mas, fundamentalmente, quando honramos uns aos outros trazemos sobre nós a alegria do Senhor, nos tornamos mais semelhantes a Jesus, e enchemos a terra da glória de Deus.

A honra segue uma hierarquia. Há honras e honras, ou seja, há maneiras e formas diferentes de honrarmos. Todos devem ser, no mínimo, respeitados; mas quanto mais digna de honra for a pessoa e quanto maior for a nossa consideração e admiração por ela, assim será (ou deveria ser!) a manifestação externa dessa honra. Mas, quem tem direito a honra?

É bom lembrarmos que, entre os homens, não há um justo sequer (Rm 3.10); e só há um digno de honra: Jesus (Ap 5.4: “e eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno […]”; Ap 5.5: “Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, […]”)!

Mas como o Senhor sempre quer repartir o que tem de melhor, Ele quer que experimentemos a honra, e muito mais: que experimentemos o honrar, porque, segundo Ele, é melhor dar do que receber. É muito importante entendermos e aceitarmos que, embora nem todos sejam dignos de honra, ou que honestamente falando, ninguém seja digno de honra, TODOS DEVEMOS HONRA AOS OUTROS! Deus quer assim, esta é a Sua natureza. Se nós queremos o Senhor, se queremos servi-lo, é bom que o aceitemos como Ele é, e nos tornemos como Ele.

Segundo a Bíblia, têm direito à honra:

O rei (as autoridades) (1Pe 2.17): respeito; tributos; impostos; “prestação de contas”;

Pais e mães (Ef 6.2): respeito; amor; obediência; cuidado; suprimento; distinção;

Esposas (1Pe 3.7): respeito; amor; cuidado; carinho; palavras: elogios; suprimento; serviço;

Maridos (Pv 31.23: “Seu marido é respeitado (honrado) na porta da cidade, onde toma assento entre as autoridades da sua terra.”): respeito, virtudes e testemunho;

Patrões (ou “senhores de escravos”) (1Tm 6.1): respeito; obediência;

Os outros (Rm 12.10): respeito; mutualidades, etc.;

O Senhor (Jd 25 – glória, majestade, poder e autoridade; Pv 3. 9primícias: os primeiros frutos colhidos; as primeiras produções; as primeiras produções do espírito; os primeiros sentimentos; primeiros gozos; os começos, prelúdios.): respeito; amor; obediência; temor; com as primícias das nossas rendas;

Os cooperadores na obra de Deus (Fl 2.29): respeito; acolhimento, suprimento; distinção;

As viúvas e os órfãos (1Tm 5.3-16; Tg 1.27): respeito; suprimento; amparo;

Os presbíteros (1Tm 5.17, 18 – dupla honra!): respeito, sujeição, remuneração financeira digna; suprimento; distinção;

“O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?”  (Ml 1.6).

A questão dos dízimos e das ofertas

Ageu 1.2-11; Malaquias 3.6-12: O que é a casa de Deus? Sãos os templos, os prédios? A Bíblia não deixa dúvidas: a casa de Deus é a Igreja do Deus vivo (1Tm 3.15)! Os dízimos e ofertas são para que haja mantimento na casa de Deus, ou seja, na Igreja. Mantimento é: alimento, víveres; o que se despende com a conservação de alguma coisa; manutenção; gêneros alimentícios.

Deus não precisa do nosso dinheiro, Deus não precisa de alimento; mas nós precisamos, e Ele sabe muito bem disso. Por isso providenciou um meio simples e justo de prover os que se dedicam a sua obra, bem como aos órfãos, viúvas e necessitados: os dízimos e as ofertas. O próprio Jesus se serviu disso (Lc 8.1-3)

Deus não faz acepção de pessoas, Ele não tem preferidos. Mas, não duvidemos, Ele tem um olhar especialmente direcionado a essas pessoas:

  • os necessitados (de material e de afeto): Ele deseja que habitem em família com tudo o que uma família goza: suprimento, amparo, refúgio, aconchego, alegria, férias, planos, sonhos, realizações, etc. (Sl 68.5,6);

 

  • os presbíteros e cooperadores na obra de Deus: para Deus, estes estão numa excelente obra; e o seu trabalho, no Senhor, não será vão (1Co 15.58). Para eles há uma coroa da glória, imarcescível (que não murcha!), quando o Supremo Pastor se manifestar (1Pe 5.4)

Se Deus faz essa distinção, se Ele dá a esses tal honra, não devemos fazer o mesmo?

Todos (1Pe 2.17): respeito; mutualidades; etc.

Embora haja hierarquia e honrarias diferenciadas, somos convidados por Deus a honrarmos a todos e a andarmos por um caminho “sobremodo excelente” (1Co 13.1)! Paulo viveu essa experiência: “Os quais nos distinguiram também com muitas honras; e, havendo de navegar, nos proveram das coisas necessárias.”  (At 28.10). Quem mais foi distinguido com muitas honras, juntamente com Paulo? Todos os prisioneiros que estavam no navio! Deus nos convida a honrarmos aos que, aos nossos olhos, não merecem honra!

Vemos na experiência do naufrágio de Paulo (At 28.1-10), o que acontece com aqueles que honram aos outros: eles são supridos em suas necessidades! Todos os nativos daquela ilha honraram aos náufragos, por isso todos os enfermos da ilha foram curados! O que aconteceu com eles é o mesmo que Deus promete fazer com os que dizimam e ofertam: “Vou abrir as janelas do céu e derramar sobre vós bênção sem medida (Lc 6.38). […] repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, […]. Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, […]” (Ml 3.10-12).

Seja qual for a nossa necessidade, se buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça (se nos submetermos ao governo de Deus em todos os aspectos de nossa vida, incluindo aí a honra que devemos aos outros), Ele se compromete em nos suprir plenamente, e mais que isso: Ele fará nossos pés como os das corças, e nos fará andar de um modo muito mais excelente, pelo caminho do Seu amor. Este é o nosso Deus.

Por Aguilar Lopes

Veja também: Estudo sobre pais e filhos

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Negar a Cristo

“Então lhes disse Jesus: Todos vós vos escandalizareis, porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas. Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vós para a Galiléia. Disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, eu, jamais! Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que duas vezes cante o galo, tu me negarás três vezes. Mas ele insistia com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. Assim disseram todos”. (Marcos 14.27-31)

Os discípulos tinham acabado de cear com Jesus. Estavam em festa, era a Páscoa! Mesmo já tendo ouvido sobre a sua morte, e sabendo que um deles estava para o trair; neste momento estavam, todos, sob o efeito das delícias da ceia. Estavam em festa! Alegravam-se com as comemorações que lembravam a libertação dos judeus da escravidão no Egito! Além do mais, todos haviam sido testemunhas da entrada triunfal em Jerusalém: os mantos, os ramos e as palmas pelo caminho… Os gritos de Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que vem… Tá certo que ele estava montado num jumento, um burrinho, mas isto não diminuía a importância, o significado, e o impacto daquele momento!

Também havia os sinais, as maravilhas, os milagres realizados ao longo dos últimos três anos… E todos haviam visto com seus próprios olhos! Também tinham sentido na própria pele o toque, o afago, as virtudes que fluiam do Filho do Homem com tanta naturalidade! Momentos antes, durante a ceia, tiveram seus pés lavados por Seu Senhor; o ouviram falar sobre o Consolador, sobre a videira e os ramos, sobre as muitas moradas da casa do Pai, e, por fim, o ouviram numa oração muito especial, uma oração profética, e também com ele, cantaram… ao menos um hino!

Por tudo isso, e talvez mais, quando o Mestre os alertou de que logo todos o abandonariam, a resposta unânime foi: “Ainda que nos seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negaremos!”.

O mesmo acontece conosco! Em tempos de festa e alegria; nos momentos de intimidade e comunhão com o Senhor; quando vemos, sentimos e somos encharcados com o óleo da unção; quando a água é transformada em vinho; quando os sinais e maravilhas nos acompanham, quando a normalidade “sobrenatural” da vida da igreja corre solta; então afirmamos como aqueles discípulos, e como eles, não temos a menor dúvida de que jamais negaremos ao nosso amado Jesus, mesmo que isso implique em nossa morte!

Mas aí, somos levados pelo próprio Senhor ao Getsêmani: o lugar da angústia, o lugar da dúvida, o lugar do cálice amargo, o lugar da provação, o lugar da tentação, o lugar do sono… Sim, desapercebidos do que acontece nas regiões celestiais, ignorando o momento crítico por qual estamos passando, alheios à batalha espiritual na qual estamos inseridos, simplesmente adormecemos! Nossos olhos ficam pesados e não conseguimos vigiar junto com Jesus… Dormimos de tristeza!

O segundo passo, depois do sono espiritual, é a negação: “Não sou seu discípulo!” O pior é que o negamos não somente com palavras, como fez Pedro; o negamos com nossas ações, nossas omissões, nossas intenções e nossas motivações… E se não despertarmos do sono, se não cairmos em nós, se não lembrarmos das palavras do Mestre e não nos arrependermos, como fez Pedro, aí então, será o nosso fim.

Mas, afinal, por que somos levados ao Getsêmani, esse lugar de provações,  quando tudo está indo tão bem, quando estamos tão perto da vitória?

A resposta está nas palavras de Jesus a Pedro: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo!” (Lc 22.31). Noutra ocasião Jesus falou que o trigo e o joio estão sempre juntos, e que é difícil sabermos o que é um e o que é o outro! Aí a necessidade da peneira!

O nosso inimigo e acusador, muito interessado em separar o trigo do joio, muito preocupado em ‘limpar’ o celeiro de Deus, pede ao Senhor para nos provar e tentar, assim como fez a Jó. E o nosso amado Deus, desejoso de nos aprovar, de nos tornar alvos como a neve, de nos purificar como o ouro refinado, permite ao seu inimigo nos peneirar, mesmo correndo o risco de decepcionar-se conosco. Mas Ele é o amor, e o amor tudo suporta!

Em nada diferente do Pai, o Filho, nosso advogado e intercessor; aquele que por amor tomou o nosso lugar, sofreu as nossas dores, morreu a nossa morte, nos conforta com as palavras que disse a Pedro: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça […]” (Lc 22.32). Aleluia! Ele já providenciou o escape, já nos deu o livramento! Então Jesus profetiza a Pedro: “[…] tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22.32). Sim, é uma palavra profética, é uma palavra de bênção! Ele não tem dúvida e não diz “Se te converteres!”, Ele afirma: “quando te converteres!”. Este é o nosso Deus, aquele que tudo espera e tudo crê!

Mas o nosso tratamento não visa apenas a nossa limpeza, a nossa mudança, a nossa aprovação. Não! O nosso amado Pai sempre deseja mais e quer nos levar adiante. Ele quer que sejamos participantes da Sua glória, quer que sejamos cooperadores Seus: “[…] tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22.32). O Senhor quer nos capacitar, através das provações (Tg 1.2-4), para que, transformados, possamos ajudar a outros que vierem a passar pelas mesmas provas e situações que nós!

Como podemos vencer no Getsêmani? Ouvindo a Palavra de alerta do Senhor; Vigiando em oração, para não cairmos em tentação; Despertando do sono espiritual, estando vestidos para a guerra (Is 52.1-2); Permanecendo com Ele e nEle (Jo 15.1-11). O Getsêmani vai passar, o Calvário vai passar, o sepulcro vai passar… Ele já ressuscitou! Aleluia!

Se o temos negado, Ele nos diz: “Amas-me mais do que estes outros? Apascenta os meus cordeiros!” Ele insiste: “Tu me amas? Pastoreia as minhas ovelhas!” E mais uma vez nos pergunta: “Tu me amas? Apascenta as minhas ovelhas!” Observe que para cada negativa há uma oportunidade para uma afirmativa. Isto é perdão, isto é amor! A princípio Pedro não entendeu o por quê da repetição, mas como ele havia negado três vezes, precisava de três oportunidades para afirmar seu amor e compromisso com Jesus!

Por Aguilar Lopes

Veja também:

Estudo sobre Tiago 1:22

A Palavra de Deus nos diz em Tg 1:22 “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.”

Pensando nessa palavra, um grupo de irmãos resolveu criar um aplicativo chamado Praticantes, que já foi lançado e pode ser conferido clicando aqui. É sensacional!

Ouvimos do Espírito, em Lucas 6.47, como deve ser a fé que nos assemelha a Jesus: “Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante.”.

Então, vejamos:

“Vem a mim” – Significa estarmos sempre voltados para ele em resposta ao amor de Deus (Jo 17.26; Ap 2.4; Fp 1.9)! Só conhecemos plenamente quando temos a experiência de Jó: conhecer “por andar junto”, não apenas de “ouvir falar”!

“Ouve as minhas palavras” – Ouvir é guardar, obedecer, seguir, dar ouvidos (Ap 1.3; Jo 8.47; Jo 10.27; Jo 18.37; Rm 10.17; Cl 3.16).

“As pratica” – ouvir é praticar! Praticar não é aceitar, concordar, filosofar sobre um assunto, mas torna-lo uma experiência pessoal.

Somos chamados a expressar nossa fé através da obediência à palavra de Deus. (Mt 21.28-32; Lc 11.27,28; Tg 1.22, 25). Segundo Tiago, é impossível falar de fé e não viver as obras; mais ainda: a fé que não se expressa em obras, é morta (Tg 2.17, 26)!

Paulo diz que as obras não nos salvam, somos salvos exclusivamente pela graça de Deus (Ef 2.8,9). Mas Paulo também diz que “somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10)!

Em sua carta a Tito, Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, nos dá várias dicas sobre a importância das boas obras na vida da Igreja:

Tt 2.7: “Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. Cada um de nós deve ser modelo de boas obras, as quais aqui são listadas como: discípulos íntegros, reverentes, com linguajar sadio e irrepreensível; empregados obedientes aos seus patrões e às autoridades; trabalhadores que satisfaçam aos superiores, não sendo respondões; não sendo ladrões (de Deus também? – Ml 3.8).

Tt 2.14: “Povo… zeloso de boas obras. Ser um povo zeloso nas boas obras significa ser um povo intensamente dedicado, cuidadoso, diligente, prestativo e sempre atento para poder servir aos outros.

Tt 3.1: “… estejam prontos para toda boa obra. Prontidão é o contrário de omissão! É sairmos da zona de conforto, e nos expormos chamando a responsabilidade para nós mesmos. É assumirmos o risco e o prejuízo; é servirmos de fato e não ficarmos apenas comovidos com uma situação. É orarmos, sim, mas com a disposição de nos envolvermos com a resposta!

Tt 3.8: “… sejam solícitos na prática de boas obras. Ser solícito na prática das boas obras é o mesmo que estar sempre sensível e cuidadosamente atento e empenhado no servir. É perguntar ao outro, com sinceridade: “Em que eu posso ser útil?”.

Tt 3.14: “… que aprendam também a distinguir-se nas boas obras…”. Não devemos alardear nossas “boas obras”, mas devemos fazê-lo a tal ponto que nos tornemos conhecidos como aqueles que se destacam por sua dedicação às boas obras. Afinal, Jesus disse que seríamos conhecidos como seus discípulos por causa do amor de uns para com os outros (Jo 13.35)!

Por Aguilar Lopes

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Construindo um relacionamento com Deus

Em Mt 7:7-11 está escrito:

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?

relacionamento com DeusDEUS nos chama a um relacionamento de Pai e Filho, intimidade, pois qual é o pai que não quer ver o filho bem?

Sabemos que o propósito de DEUS é ter uma família de muitos filhos semelhantes a JESUS ! A base desta grande família são as nossas famílias ! Como estamos em casa? Amo minha esposa? Amo meus filhos? Mesmo quando as coisas não saem como eu quero?

JESUS nos ensina em Mt 22 : 37-40

“ … amarás o SENHOR, teu DEUS, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. “

O que vem primeiro ? DEUS ! Sua vontade é mais importante, e eu preciso saber o que ele quer me ensinar. Nada me acontece por acaso, quando minha vida está nas mãos de DEUS ! Se perdi o emprego, se o meu salário é baixo, se o carro estragou, se o meu chefe me persegue, se os meus filhos vivem me aprontando alguma coisa, preciso aprender com o PAI como vencer cada dificuldade!

O que vem em segundo lugar? Amar o próximo! Temos conversado que mais próximo de nós é aquele que vive na nossa casa : nossa esposa, filhos, pais. Este amor ao próximo não está condicionado ao fato dele ser convertido ou não. DEUS manda amar. Como? Vai à luta! O SENHOR  vai ensinar a praticar esse amor. No filme JESUS nós vemos ele apanhando injustamente, sendo castigado injustamente, e sabemos que ele fez isto por nós. Quantos de nós estão dispostos a apanhar, ser injustiçado, pelo marido ou esposa, pelo pai alcoólatra, pelo filho drogado, pelo vizinho mal educado, pelo chefe injusto! JESUS  apanhou por todos nós. Alguns de nós tem histórias tristes nas suas vidas, mas o SENHOR morreu no nosso lugar para nos dar alegria, para mudar a nossa história, para nos encher de esperança, transformar uma vida sem perspectiva em uma vida de vitória, nos receber com amor, um amor que só ELE pode dar.

Algumas irmãs sofreram muito com seus maridos, foram agredidas, humilhadas, alguns filhos foram espancados por seus pais, eu me lembro de acordar à noite , quando era pequeno, ouvindo minha mãe brigar com meu pai porque ele chegava bêbado em casa, uma vez, minha mãe chegou a bater no meu pai, isto foi horrível, um dia no colégio, eu estava na segunda série e fiz xixi na calça dentro da sala de aula, por quê? Não sei, mas provavelmente aquelas noites mal dormidas estavam me gerando sérios problemas psicológicos, mas queridos um menininho que tinha uma família problemática, foi tocado por JESUS e hoje estou aqui cheio de esperança graças a ELE! Todos nós estamos aqui graças a ELE! Não há esperança no mundo: 1 Jo 5:19

“ … o mundo inteiro jaz no maligno.” No mundo há uma nuvem preta como de temporal de onde saem raios de desesperança, ódio, individualismo, tristeza, oposição à DEUS.

Em Ef 6 :12 a Bíblia diz que: “ … este mundo é tenebroso …” ; Como enfrentar isso? Com consagração. Seguindo o exemplo de Noé que andava com DEUS. Falando com DEUS Mt 7 : 7-11, lendo e buscando revelação da palavra, jejuando. Ex: tarefa de leitura que dou aos meus discípulos. Na medida em que nos deixamos influenciar pelas dificuldades, pelos problemas, nossa fé, nossa esperança, vão perdendo força e a tristeza do mundo vai ganhando espaço em nosso coração, dificultando nosso relacionamento com o PAI.  Em Mt 19 : 26 diz: “…mas para DEUS tudo é possível.”

Esta é a verdade que devemos declarar! Somos família, devemos estimular uns aos outros a declarar as verdades de DEUS E BUSCAR NELE que estas verdades se cumpram em nossas vidas! O PAI quer, através de nossas vidas alcançar muitas outras. JESUS foi nosso exemplo, assim como ELE se doou por nós que nós estejamos dispostos a nos doar uns pelos outros.

SENHOR, PRECIOSA É A TUA PALAVRA, TREMENDO É O TEU PROPÓSITO, QUE TU SENHOR ENCONTRE EM MIM E EM MEUS IRMÃOS UM CORAÇÃO ABERTO A OBEDECER E CUMPRIR ESTE PROPÓSITO, AMÉM!

Por Mauro Fraga

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Colocando Deus em primeiro lugar

Em Mt 6:24-34 está escrito:

deus como prioridade“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a DEUS e às riquezas. Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?

Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado (= centímetros) ao curso da sua vida? E porque andais ansiosos quanto ao vestuário?

Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se DEUS veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.”

No versículo 24 Jesus adverte que não se pode servir dois senhores, mas especifica quem são: DEUS, riquezas. Posso pensar que por não ser rico, não tenho riquezas, mas se avaliar os meus “bens”, aquilo que possuo, aquilo que planejo possuir, então descubro várias coisas que tem um valor especial para mim.

O meu problema é o tempo que eu dedico a essas coisas, o meu trabalho para conquistá-las, pois enquanto gasto tempo com aquilo que me agrada, DEUS o SENHOR  precioso, é colocado em segundo plano, deixa de ocupar o primeiro lugar.

No versículo 25, JESUS diz para não andarmos ansiosos, preocupados com comida, bebida, roupas. No versículo 26, nos manda observar as aves e fala em DEUS como um PAI. “… vosso Pai celeste as sustenta…”

No versículo 32  JESUS declara que os gentios, aqueles que não conhecem a DEUS, é que procuram todas estas coisas; ELE diz que nosso Pai celeste sabe que necessitamos de todas elas. É como cantamos: “ a cada manhã …”

Nós não somos como os gentios, nós devemos buscar em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça. É o que JESUS ensina no verso 33 e todas estas coisas nos serão acrescentadas.

Buscar o seu reino e a sua justiça em primeiro lugar é buscar o SENHOR em primeiro lugar.

Mt 22 : 37-40 também diz:

“ … Amarás o Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os Profetas.”

DEUS, nosso PAI, nos quer bem próximos DELE e estaremos assim obedecendo a sua palavra.

Se fossemos desafiados agora a escrever, rapidamente:

Eu honro ao SENHOR porque amo ao meu marido agindo assim, assim e assim.

Eu honro ao SENHOR porque amo a minha esposa agindo assim, assim e assim.

Eu honro ao SENHOR porque obedeço e considero meus pais assim, assim e assim. Etc., etc.

Que experimentemos a presença de DEUS conforme a palavra do livro de Crônicas. 2CR 16 : 9

“ Porque, quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele; …”

Por Mauro Fraga

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Conhecendo Deus

Jó 42:1-6: “Então respondeu Jó ao SENHOR: Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho ? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.”

Neste texto, podemos ver a expressão de alguém que teve uma experiência real com Deus.

Quem era Jó? “…homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.” (Jó 1:1b). Jó era muito rico, tinha filhos e filhas que viviam como família unida; se visitavam, faziam festas juntos nas casas uns dos outros. No versículo 5 diz que Jó chamava todos os seus filhos depois que terminava o período de festas e os santificava; que Jó se levantava de madrugada e oferecia holocaustos (sacrifícios) a Deus pelos pecados que seus filhos poderiam ter cometido; Jó fazia isso continuamente.

No versículo 8 Deus pergunta a satanás se ele viu o seu servo Jó, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal; ninguém há na terra semelhante a ele; Deus fala das virtudes de Jó, vemos como Deus se orgulhava do seu servo.

Satanás desafia Deus e Deus permite que ele toque em tudo que Jó tem; a destruição é terrível, bens roubados, empregados mortos, filhos mortos; uma notícia ruim atrás da outra, porém Jó após receber todas as terríveis novidades declara no versículo 21: “o SENHOR deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!

Pergunta: Jó merecia isso? Um homem exemplar, o qual não havia igual na terra, merecia isso? No nosso senso de justiça não conseguimos aceitar uma coisa dessas!

Queremos achar um motivo para as dificuldades, uma causa para as tragédias, uma explicação para os problemas e acabamos não ouvindo a Deus! Por vezes vamos até Deus colocando que estamos nos esforçando em fazer as coisas certas, que os incrédulos não estão sofrendo como nós, vamos até a presença de Deus cheios de justificativas, pois, afinal, somos filhos de Deus…

Mas o sofrimento de Jó não parou aí, satanás não satisfeito provoca a Deus de novo e pede para tocar na carne de Jó e Deus permite.

Sofrendo todo tipo de tumor na carne, no versículo 10 Jó responde a sua esposa, que o aconselhara a amaldiçoar a Deus e morrer, “…temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal”. Em nenhum momento Jó dá crédito ao diabo pelas tragédias ou enfermidades, ele sabe que Deus é maior. Jó se humilhou diante de Deus e não clamou por seus direitos, pelo fato dele ser íntegro e reto.

1 Pe 5:6-9 diz: “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo.”

Quando falamos da luta contra as trevas citamos o versículo 8, mas este versículo está dentro de um contexto, que fala de humilhação; Jesus se humilhou, Jó se humilhou, mas eu sou esforçado, eu faço as coisas certas, eu sou melhor hoje do que eu era antes de me converter, eu já perdoei tanta gente, eu já ajudei tanta gente, quando é que a minha luta vai acabar? Isso não é humilhação, e essa postura arrogante nos impede de nos aprofundarmos no conhecimento de Deus.

Precisamos aprender a nos humilhar diante da poderosa mão de Deus, pois Ele vai nos exaltar (colocar-nos em um grau mais alto) em tempo oportuno.

Jó fazia tudo certo, estava constantemente diante de Deus, por si mesmo e pela sua família, mas Deus o queria mais próximo e Jó reconheceu isso; ele diz que se arrepende no pó e na cinza por falar demais, por falar indignado enquanto passava por sofrimento na carne, se humilha se esvazia de si mesmo e enxerga o SENHOR.

No que tu és melhor que Jó meu irmão?

No que tu és melhor do que Jesus?

Eu me arrependo Senhor das minhas reclamações, justificativas, cobranças, valorização de boas obras, pois só tu Senhor, sabe o que é melhor, o teu plano é melhor e eu quero seguir nele, me humilhar e te buscar, amém!

Que possamos aprender como Jó a conhecer a Deus pelo que Ele é, e não pelo que pensamos que Ele é.

Por Mauro Fraga

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A Santa Ceia do Senhor

santa ceiaNesse estudo iremos falar sobre a celebração da ceia do Senhor e como devemos encarar isso. Um texto Bíblico que retrata com detalhes uma celebração de ceia é 1 Co 11:23-26:

Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto, em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque , todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.

Paulo fala como quem estava junto no dia em que Jesus celebrou a última ceia com os discípulos, pois diz: “Recebi do Senhor…”; Paulo recebeu sem estar lá. É esta a nossa condição hoje. Recebemos do Senhor, ou seja, é uma verdade, é vivo. Paulo conheceu Jesus depois de prender, perseguir e até concordar com a morte de muitos cristãos, mas Jesus se revelou para Paulo, de tal forma que Paulo nunca mais esqueceu, nunca mais foi o mesmo, e dedicou-se então a falar de Jesus por todos os dias da sua nova vida.

Jesus mostrou a sua glória para Paulo (At 9:1-19). Em Jo4:40, Jesus fala a Marta : “...se creres, verás a glória de DEUS” e então ressuscita Lázaro. Podemos imaginar a reação das pessoas que estavam próximas neste momento, pois não há nada de normal em ressuscitar mortos. Marta, com certeza, nunca mais foi a mesma, pois viu a glória de DEUS. Porém, para ver a glória de DEUS é necessário crer! Crer em DEUS, em sua palavra, da mesma forma que Paulo creu que recebeu do Senhor.

Em Lc 22:14-15 está escrito: “Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento.”

Jesus mostra necessidade de compartilhar seus sentimentos, sua angústia com seus companheiros. Sabendo o que estava para acontecer ele já estava sofrendo e, como se não bastasse, ele é traído na mesma noite e ainda avisa Pedro. Lc22:31-32: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos.”

Voltando ao texto de l Co 11:23-26, onde Jesus diz: “meu corpo dado por vós”, Jesus nos fala para comer do seu corpo, que é alimento necessário para produzir a verdadeira vida.

Onde diz: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue”, é estabelecido um novo pacto de DEUS, pacto eterno, conosco. Somos limpos de todo pecado, pois Jesus se sacrificou por nós. Essa nova aliança havia sido profetizada por Jeremias, observe:

Jr 31:31-33:

Estão chegando os dias, declara o Senhor, quando farei uma nova aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá…esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias, declara o Senhor: Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo”.

É tremendo ver a importância do sacrifício de Jesus, como isso nos aproximou de Deus. A ceia é santa porque nos traz à memória a separação que temos do pecado por meio do corpo de Cristo.

No texto de 1 Co 11, onde diz: “fazei isso em memória de mim”, não é apenas para recordar, mas para refletir profundamente em tudo o que ele fez por nós.

Onde diz: “até que eu venha”, Jesus aponta para além da sua morte que nos trouxe redenção, pois seu Reino será estabelecido.

Participamos da ceia do Senhor porque somos família! (1 Co 1:10-13; 3:1-11; 10:16-17; Ef4 1-6; Fp 1:27; 2:1-4).

Por Mauro Fraga

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