Quando Cristo alcança nossa vida, ele também quer alcançar nossa família. Ele não quer apenas nos salvar e transformar, mas também quer fazer isto em nossa casa. E é em casa onde somos o que somos de verdade. Alguém disse que a família é o termômetro da vida cristã.

Deus mesmo já é uma família: ele é o Pai e Jesus é seu filho. Nosso Deus é Deus de famílias, Deus de gerações, chegando até a  nossa geração. Penso que na eternidade, se posso dizer, eles se sentiram sozinhos em todo este universo. Então, projetaram criar dois tipos de seres: os seres angelicais e os seres humanos. Em Efésios 3.14 diz que toda família da terra tem sua origem na paternidade de Deus.

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Em Gênesis 1.27,28 e 2.18-24 registram a criação do homem e da mulher. O homem, como disse alguém, foi criado de material bruto, o barro; a mulher foi criada de um material mais nobre, de uma das costelas do homem. E como foi o drama de Adão e sua surpresa ao ver Eva? Deus sempre buscou famílias que andassem com ele e no seu propósito. O pecado de Adão afastou as famílias de andarem com Deus. Houve famílias que andaram com ele, como os patriarcas e outros. Mas as famílias estavam longe de Deus e seu propósito. Então, através do profeta Malaquias, Deus dá uma palavra profética que se cumpriu em João Batista e que se consumou no Senhor Jesus Cristo: que ele iria converter o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos pais, Ml 4.5,6 com Lc 1.13-17.

 Agora, por meio do evangelho do reino, as famílias se voltam a Cristo. A promessa: “Crê no Senhor Jesus e será salvo, tu e a tua casa” (At 16.31), tem se cumprido em milhares e milhares de famílias, chegando até nós. Exemplo da parábola da dracma perdida (Lc 15): comparar com os valores perdidos dentro do lar e dentro da própria igreja:

  1. valor do temor do Senhor e seu governo,
  2. valor da santidade e da pureza,
  3. valor do amor e da submissão,
  4. valor da fidelidade e do compromisso na obra de Deus.

Aplicação: Será que vamos corresponder com Deus e seu propósito que ele tem para as famílias? Será que vamos ser as famílias da terra expressando e trazendo a presença da família dos céus? Será que vamos ser como igreja: uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus para o louvor da glória de Deus?

Autor Pr. João Nelson Otto

Presbítero na Comunidade de Porto Alegre, pastoreando vidas desde 1979. Formado em teologia, casado com Sirlei Otto, pai de 3 filhos e avô de 10 netos. Autor do livro “O serviço dos santos”.

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