Se você está procurando uma história infantil gospel, está no lugar certo! Acompanhe abaixo duas histórias cristãs para evangelizar crianças. A primeira é sobre a paternidade de Deus e a segunda, sobre o amor ao próximo:

Havia um menino chamado Thobias, ele morava com sua mãe numa pequena casa no topo de uma montanha. Thobias amava muito sua mãe, mas sentia falta de um pai, pois o dele foi embora quando ele ainda era apenas um bebê.

Em seus passeios pela floresta, ele via a família dos animais. O urso com seus filhotes, o casal de alces com seus filhotinhos, os coelhos com suas ninhadas. Quase todos eles tinham um pai com o qual podiam aprender as coisas da vida.

Ele perguntou ao grande urso pai se podia ser seu filho e o urso respondeu:

– É claro que não Thobias,  você não é igual a nós!

Também perguntou ao coelho:

-Ei coelho! Posso ser seu filho?

-Sinto muito Thobias, mas não, você não é como nós. Temos pelos brancos e orelhas compridas e você nem pelos tem!

No caminho para casa encontrou uma corsa, um animal tão bonito, certamente iria querer adotá-lo!

Então novamente perguntou:

-Sr. Corsa, posso ser seu filho?

A corsa mais que depressa respondeu:

– Certamente que não, você é muito diferente de todas as corsas, além do mais, você não pode correr como nós.

Thobias continuou sua busca por um pai, mas em todas as tentativas era rejeitado. Até que chegou o dia em que, sozinho na mata, ele perguntou quem era o criador de todos os pais. Também perguntou porque ele não tinha nenhum.

Thobias esperou, esperou, esperou … Mas só o que ouviu foi um grande silêncio.

À noite, no seu quarto, ele ainda tinha esperança que alguém respondesse. Olhava para as estrelas quando, de súbito, ouviu uma voz lá dentro no seu coração: 

-Eu sou o criador de todas as coisas e também criei você, se quiser, eu posso ser seu pai.

Thobias levou um susto, mas mesmo assim respondeu:

-Como você vai ser meu pai? Eu nem posso te ver! Como vai me ensinar as coisas da vida? Como vamos passear juntos pela floresta?

-Eu estou sempre com você Thobias – respondeu o criador. Se me chamar eu vou responder e você sentirá que eu estou bem perto de você, mesmo que não possa me ver.

Naquela noite, Thobias pôde conhecer seu verdadeiro pai e dali em diante nunca mais se sentiu sozinho.

Segundo livro:

Tobias era muito amigo de Tadeu. Eles gostavam de brincar juntos e conversar com os animais. 

Em uma tarde muito ensolarada, eles encontraram um coelho caído no chão e ferido na patinha.

– Quem fez isso com você sr. Coelho? – eles perguntaram.

– Não vi quem foi, parece que alguma coisa chegou por trás e me empurrou!

Os meninos ficaram muito bravos:

– Que animal malvado! Temos que descobrir quem fez essa crueldade!

Eles cuidaram do coelho e usaram algumas folhas para fazer um curativo em sua patinha.

Caminharam mais um pouco e encontraram outro animal ferido. Desta vez, era um macaco que estava sentado no chão com um arranhão no braço.

– O que aconteceu? – Tobias perguntou surpreso. 

– Foi um bicho muito ligeiro que me deu um tapa nas costas e eu cai encima do meu braço. Mas não consegui ver quem era.

Os meninos, intrigados, perguntaram-se por um momento se o culpado não teria sido o mesmo animal que feriu o coelho.

– Que mistério! – disse Tadeu – quem será o malvado que está batendo nos outros? Temos que descobrir antes que ele machuque mais alguém!

Os dois meninos tiveram uma ideia. Eles se esconderam atrás de uma árvore e ficaram esperando outro animalzinho passar pela estrada.

Ao longe, um esquilo contente vinha saltitando.

Atrás dele, os meninos enxergaram um vulto estranho que, aos poucos, se aproximava. De repente, surgiu uma raposa furiosa que pulou abruptamente sobre o pequeno esquilo e o mordeu.

Antes que ele pudesse reagir, a raposa saiu correndo e sumiu na mata.

 Os dois meninos saíram atrás dela, mas a raposa corria tão rápido que foi difícil alcançá-la.     

Tadeu conseguiu pegar o rabo do animal e finalmente o parou. 

– Por que você está ferindo os outros animais? – perguntou ele.

  – Estes animais são fracos e bobos – respondeu a raposa – estou fazendo isso para provar que eu sou mais forte e mais esperto do que todos eles. 

– Se você é mais forte e mais esperto deveria protegê-los. Quem é realmente forte não precisa sair por aí batendo nos outros como um covarde. 

A raposa ficou envergonhada e com vontade de se esconder.

– Você precisa pedir perdão para aqueles que você machucou – disse Tadeu – isto sim é uma demonstração de coragem. 

– Será mesmo? Sempre pensei que o mais forte é o que se dá bem e nunca precisa pedir perdão para ninguém!

– Não senhor! Aquele que ajuda os outros, esse sim é forte e esperto porque, quando ele precisar, também vai ser ajudado. 

A raposa custou a aceitar, mas, daquele dia em diante, ficou pensando sobre o assunto… 

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