“Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Então ele colocou sua mão direita sobre mim e disse: ‘Não tenha medo. Eu sou o Primeiro e o Último. Sou Aquele que Vive. Estive morto, mas agora vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do Hades. Escreva, pois, as coisas que você viu, as que estão acontecendo e as que ainda acontecerão’.”
— Apocalipse 1:17-19
“Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.”
— Apocalipse 3:20
Uma das principais chaves para entender o Apocalipse de Jesus Cristo, revelado a João na Ilha de Patmos, está no próprio esboço do livro. Jesus ordenou que João registrasse tudo o que havia visto e enviasse a mensagem às sete igrejas. Ele também deveria escrever sobre os acontecimentos presentes e os eventos futuros. Dessa forma, passado, presente e futuro formam a estrutura central do livro.
Nos capítulos 2 e 3, Jesus dirige mensagens às sete igrejas da Ásia Menor: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia. Em todas as mensagens, Ele conclui dizendo: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”, chamando cada uma ao arrependimento.
A primeira igreja mencionada foi Éfeso, que havia se afastado do seu primeiro amor: Jesus Cristo. Caso não houvesse arrependimento, o Senhor removeria o seu candelabro, representando o fim do seu ministério.
Muitos estudiosos entendem que essas sete igrejas também simbolizam períodos da história da Igreja. Nesse entendimento, Laodiceia representa a igreja dos últimos tempos. Por causa da sua fé morna, Jesus declara que estava prestes a rejeitá-los. Embora se julgassem ricos e autossuficientes, o Senhor os descreve como “miseráveis, dignos de compaixão, pobres, cegos e nus”. Ainda assim, Ele reafirma que disciplina aqueles que ama e os convida ao arrependimento e à comunhão verdadeira com Ele.
Outra chave importante para compreender o Apocalipse está na sequência dos capítulos 6 ao 19, que tratam dos acontecimentos futuros. Enquanto os capítulos 4 e 5 apresentam a adoração celestial, o capítulo 6 inicia a descrição de eventos proféticos complexos e impactantes. João relata acontecimentos ligados à Segunda Vinda de Jesus Cristo e ao período da Grande Tribulação.
Na sequência aparecem os julgamentos dos Sete Selos, das Sete Trombetas e das Sete Taças. Essas passagens são profundas, simbólicas e, muitas vezes, difíceis de interpretar, além de não seguirem uma ordem cronológica linear. Por isso, é essencial buscar a direção do Espírito Santo ao estudar cada uma delas.
Estudo escrito pelo Dr. Dick Woodward e distribuido por ICM International Cooperating Ministries
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